quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Receita pra pegar saci




RECEITA PRA PEGAR SACI 

O Saci-Pererê é uma lenda do folclore brasileiro. Tem origem indígena, mas acabou incorporando outros elementos das culturas africana e portuguesa.Dizem que o Saci - também chamado "Matitaperê" - é um negro pequeno, de uma perna só, que usa uma carapuça vermelha e fuma um cachimbo. Faz bagunça na vida das pessoas: quebra coisas, esconde objetos, faz as pessoas tropeçarem, assusta os bois no pasto e muito mais, só para se divertir.

Mas por que ele tem só uma perna? Reza a lenda que o maluco do Saci brincava de girar que nem pião, pulando numa perna só. As crianças geralmente gostam de ficar dando voltas até ficarem meio zonzas e ele fazia isso por ser um verdadeiro moleque. O problema é que para girar daquele jeito dele, é preciso encolher uma perna. Ele gostava tanto de brincar assim, que a perna que ele encolhia foi ficando fraquinha e ele a perdeu. Só não perdeu o gosto pela brincadeira, e até hoje, onde se vê um redemoinho, pode acreditar que há um saci provocando a espiral de vento, girando numa perna só.

Outras do Saci:
Ele gosta de trançar a crina dos cavalos e dar nós nas roupas esquecidas nos varais. O pessoal costumava bordar cruzes nas roupas que ficavam expostas no varal, à noite. Também desenhavam cruzes no pescoço dos animais, cortando o pelo nesse formato para protegerem a criação. Contam que às vezes, de madrugada, era possível ouvir o barulho dos cavalos correndo como doidos lá no pasto, assustados com a criatura que vinha pulando numa perna só, atravessando o quintal dos outros e o mato.O Saci pode aparecer de dia ou à noite. Ele raptava as crianças que encontrava sozinhas e as levava para algum lugar bem longe de suas casas, soltando as pobrezinhas em algum cafezal ou fazenda distante. Dizem até que algumas crianças sumiam e reapareciam em outra cidade! O Saci assusta as crianças pequenas, mas tem medo daquelas de onze anos, porque a partir dessa idade a garotada é muito levada e o Pererê teme que alguma delas lhe aplique uma peça.

No gorro é onde estão seus poderes! Dizem que quem consegue capturar o Saci tira a sorte grande porque, após a captura ele realiza todos os seus desejos.

Receita pra pegar Saci:
O único jeito de capturar essa criatura é com garrafa de vidro, rolha, peneira e tinta vermelha. Quando um saci está para aparecer, ouve-se um assobio misterioso e longo. Ele se aproxima geralmente no meio de um rodamoinho. É necessário jogar a peneira sobre ele e colocar a garrafa sob a peneira, para o Saci entrar dentro dela. Daí é só tampar o recipiente com a rolha e marcar nela uma cruz com a tinta vermelha. Mas é preciso cuidado para não deixá-lo escapar, ou ele tentará se vingar de você...

Parece fácil? Pois tente!


DO BLOG http://www.marcelodalla.com/2010/01/receita-pra-pegar-saci.html

quarta-feira, 15 de agosto de 2012








 PROJETO FOLCLORE


OBJETIVO: Promover o desenvolvimento integral dos alunos dentro de um ambiente de cunho educativo, pois a cultura de um povo é um bem precioso que deve ser cultivado. E nosso objetivo é tirar a poeira da palavra Folclore e trabalhar com as possibilidades que ela oferece.

CONTEÚDOS:
a)     Conceituais: Construir conceitos com s alunos sobre o que é folclore através de experiências vivenciadas com eles;
b)     Procedimentais: Permitir que os alunos se apropriem de conhecimentos da cultura humana;
c)      Atitudinais: Incentivar a valorização e o respeito pelas diferentes formas de viver de diferentes grupos e pessoas.

ÁREAS:
a)     Formação Pessoal e Social: socialização, respeito, valorização do outro, autonomia, iniciativa;
b)     Linguagem Oral e Escrita: fala, diálogo, argumentação, parlenda, trava-língua, adivinhações, cantigas, escrita, receita, leitura, lendas, textos informativos;
c)      Natureza e Sociedade: história dos brinquedos e brincadeiras, diferentes formas de cantar e contar histórias;
d)     Movimento: dança e brincadeiras;
e)     Música: cantigas;
f)       Arte: dramatização de lendas;
g)     Matemática: construção com formas, cores, medidas e receitas.

RECURSOS: Livros e revistas (fontes de informação), sucata, papéis coloridos,
cola, tesoura, CDS com histórias e cantigas, brinquedos, fantasias, máquina fotográfica.

AVALIAÇÃO: A observação das formas de expressão dos alunos, de seu desenvolvimento nas atividades e satisfação nas próprias produções, será um instrumento de acompanhamento do trabalho o que auxiliará na avaliação e no replanejamento da ação educativa.
           
            Você sabia que...
            A palavra folclore vem do inglês: folk quer dizer povo e lore, saber. Logo significa “ ciência ou sabedoria do povo”. Tudo aquilo que o povo sabe, inventa, aprende, ensina. Portanto, está muito mais perto de nossas vidas do que podemos imaginar.

Parlendas- São palavras ordenas de forma a ritmar, com ou sem rima.

Provérbios- Ditos que contém ensinamentos. Exemplos:
Dinheiro compra pão, mas não compra gratidão.
A fome é o melhor tempero.
Pagar e morrer são as últimas coisas a fazer.

Quadrinhos- Estrofes de quatro versos sobre o amor, um desafio ou saudação.

Piadas- Fatos narrados humoristicamente.

Literatura de cordel- Livrinhos escritos em versos, no Nordeste brasileiro e pendurados num barbante (daí a origem do cordel), sobre assuntos que vão desde mitos sertanejos às situações sociais, políticas e econômicas atuais. Frases prontas: frases consagradas de poucas palavras com significado direto e claro.

Frases de parachoque de caminhão- Frases humorísticas ou religiosas que caminhoneiros pintam nos parachoques. Exemplo: Trabalho com minha família para servir a sua.

Travalíngua- É um pequeno texto, ritmado ou não, de pronunciação difícil. Podemos definir os travalinguas como frases folclóricas criadas pelo povo com objetivo lúdico (brincadeiras). Apresentam-se como desafio de pronúncia, ou seja, uma pessoas passa uma frase difícil para um outro indivíduo falar. Estas frases tornam-se difíceis, pois possuem muitas sílabas parecidas (exigem movimentos repetidos da língua) e devem ser faladas rapidamente.

Adivinhas-  
O que é o que é???
Está no meio do começo, está no começo do meio e está na ponta do fim?
R: A letra M.

Uma árvore com doze galhos, cada galho com trinta frutas, cada fruta com vinte quatro sementes?
R: Ano, mês, dia e hora.

Algumas lendas, mitos e contos folclóricos do Brasil.

Saci Pererê

O saci possui apenas uma perna, usa um gorro vermelho sempre está com um cachimbo na boca.
Inicialmente, o saci era retratado como um curumim endiabrado, com duas pernas, cor morena, além de possuir um rabo típico.
Sua principal característica são as travessuras, entre elas, amarrar o rabo dos cavalos.
Segundo a lenda, o Saci está nos redemoinhos de vento e pode ser capturado jogando uma peneira sobre os redemoinhos.
Após a captura, deve-se retirar o capuz da criatura para garantir sua obediência e prendê-lo em uma garrafa.
Conta a lenda que esses seres danados nascem nos brotos de bambu.


Vitória-Régia:

A lenda da vitória-régia é muito popular no Brasil, principalmente na região Norte. Diz a lenda que a Lua era um deus que namorava as mais lindas jovens índias e sempre que se escondia, escolhia e levava algumas moças consigo. Em uma aldeia indígena, havia uma linda jovem, a guerreira Naiá, que sonhava com a Lua e mal podia esperar o dia em que o deus iria chamá-la.
Os índios mais experientes alertavam Naiá dizendo que quando a Lua levava uma moça, essa jovem deixava a forma humana e virava uma estrela no céu. No entanto a jovem não se importava, já que era apaixonada pela Lua. Essa paixão virou obsessão em um momento onde Naiá não mais queria comer nem beber nada, só admirar a Lua.
Numa noite em que o luar estava muito bonito, a moça chegou à beira de um lago, viu a lua refletida no meio das águas e acreditou que o deus havia descido do céu para se banhar ali. Assim, a moça se atirou no lago em direção à imagem da Lua. Quando percebeu que aquilo fora uma ilusão, tentou voltar, porém não conseguiu e morreu afogada.
Comovido pela situação, o deus Lua resolveu transformar a jovem em uma estrela diferente de todas as outras: uma estrela das águas – Vitória-régia. Por esse motivo, as flores perfumadas e brancas dessa planta só abrem no período da noite.



Negrinho do Pastoreio:


Esta lenda vem do sul do Brasil, de origem meio africana e meio cristã.
Conta a lenda que havia um menino negro que trabalhava para um senhor muito rico e malvado que não gostava de negros e nem de peões.
O menino era maltratado pelo patrão toda vez que fazia algo de errado, uma das vezes, foi por ter perdido um de seus cavalos. O patrão malvado acabou amarrando o menino em cima de um formigueiro, o mesmo ficou todo machucado. No outro dia o patrão foi vê-lo e para sua surpresa o menino estava com a pelo liso, sem nenhuma marca. Ao seu lado estava Nossa Senhora, e vários cavalos. O patrão arrependido do que havia feito pediu perdão, mas, o Negrinho do Pastoreio, nada respondeu, beijou a mão da Santa, subiu em um dos cavalos e partiu levando os demais baios.



Mula sem cabeça:


A Mula sem Cabeça é uma das principais lendas do folclore brasileiro. A lenda diz que toda mulher que tivesse pensamentos ou relações amorosas com um padre se tornaria uma mula-sem-cabeça. Esse monstro possuía a forma de uma mula marrom ou preta, sem a cabeça, soltando fogo na região de onde seria esse membro. Além disso, a mula-sem-cabeça tinha cascos de aço ou prata e um relincho que poderia ser ouvido a muitos metros de distância.

       Curupira

Protetor da floresta e dos animais, o Curupira é um menino muito esperto que tem os cabelos vermelhos e os pés voltados para trás, ele tem os pés dessa forma para enganar os caçadores e todos aqueles que querem destruir o seu lar.
Um dos truques do Curupira é jogar um encanto nos caçadores para que esses se percam na floresta.

                                                                                            Boitatá


O Boitatá é o gênio que protege as campinas e sempre castiga os que põem fogo no mato.
Quase sempre ele aparece sob a forma de uma cobra muito grande, com dois olhos enormes, que parecem faróis. Às vezes, surge também com a aparência de um boi gigantesco, brilhante.
Boto Rosa:
Ao cair da noite na Amazônia, o boto cor-de-rosa deixa os rios e transforma-se em um lindo e sedutor rapaz, que sai em busca de uma garota para namorar. Além de galante e sedutor, o boto dança como ninguém e enfeitiça as meninas indefesas. De madrugada, o namorador volta para o rio, onde se transforma de novo em boto.
Essa é uma lenda contada na floresta amazônica para explicar por que tantas meninas têm filhos sem pai: são todos filhos do boto.


Boi Bumbá:

Conta-se a lenda que grávida, Mãe Catirina desejava comer a língua do boi mais bonito da fazenda onde vivia, o que leva seu marido, o peão Pai Francisco, a matar o animal de estimação de seu patrão. O homem é descoberto e preso. Para salvar o boi, o amo manda chamar um médico e um padre, que acabam conseguindo ressuscitar o animal. Pai Francisco é perdoado e todos iniciam uma grande festa.


Lobisomem:

 
Aparece em várias regiões do mundo. Diz o mito que um homem foi atacado por um lobo numa noite de lua cheia e não morreu, porém desenvolveu a capacidade de transformar-se em lobo nas noites de lua cheia. Nestas noites, o lobisomem ataca todos aqueles que encontra pela frente. Somente um tiro de bala de prata em seu coração seria capaz de matá-lo.


Mãe-D'água:

Encontramos na mitologia universal um personagem muito parecido com a mãe-d'água : a sereia. Este personagem tem o corpo metade de mulher e metade de peixe. Com seu canto atraente, consegue encantar os homens e levá-los para o fundo das águas.

Corpo-seco:

É uma espécie de assombração que fica assustando as pessoas nas estradas. Em vida, era um homem que foi muito malvado e só pensava em fazer coisas ruins, chegando a prejudicar e maltratar a própria mãe. Após sua morte, foi rejeitado pela terra e teve que viver como uma alma penada.

Pisadeira:

É uma velha de chinelos que aparece nas madrugadas para pisar na barriga das pessoas, provocando a falta de ar. Dizem que costuma aparecer quando as pessoas vão dormir de estômago muito cheio.




Mãe-de-ouro:

        
Representada por uma bola de fogo que indica os locais onde se encontra jazidas de ouro. Também aparece em alguns mitos como sendo uma mulher luminosa que voa pelos ares. Em alguns locais do Brasil, toma a forma de uma mulher bonita que habita cavernas e após atrair homens casados, os faz largar suas famílias.
      Além dos contos, danças, festas e lendas, o folclore brasileiro é marcado pelas tradicionais brincadeiras. As brincadeiras folclóricas são aquelas que passam de geração para geração. Muitas delas existem há décadas ou até séculos. Costumam sofrer modificações de acordo com a região e a época, porém, a essência das brincadeiras continua a mesma da origem.
          Grande parte das brincadeiras folclóricas envolve disputas individuais ou em grupos.      Possibilitam também a integração e o desenvolvimento social e motor das crianças.
       A preservação destas brincadeiras é muito importante para a manutenção da cultura folclórica. Por isso, são muito praticadas, principalmente, durante o mês de agosto que é destinado ao folclore.


Jogos, brincadeiras e brinquedos do folclore:


- Soltar pipa: as pipas, também conhecidas como papagaios, são feitas de varetas de madeira e papel. Coloridas, são empinadas (soltadas) pelos meninos em dias de vento. Com uma linha, os garotos conseguem direcionar e fazer malabarismos no céu.
- Estilingue: também conhecidos como bodoques, são feitos de galhos de madeira e borracha. Os meninos usam pedras para acertar alvos (latas, garrafas e outros objetos). 
- Pega-pega: esta brincadeira envolve muita atividade física. Uma criança deve correr e tocar outra. A criança tocada passa  ter que fazer o mesmo.
- Esconde-esconde: o objetivo é se esconder e não ser encontrado pela criança que está procurando. A criança que deverá procurar deve ficar de olhos tapados e contar até certo número enquanto as outras se escondem. Para ganhar, a criança que está procurando deve encontrar todos os escondidos e correr para a base. 
- Bola de gude: coloridas e feitas de vidro, são jogadas no chão de terra pelos meninos. O objetivo é bater na bolinha do adversário para ganhar pontos ou a própria bola do colega.
- Boneca de pano: feitas pelas mães e avós, são usadas em brincadeiras pelas meninas para simular crianças integrantes de uma família imaginária.
- Pião: a brincadeira de pião ainda faz muito sucesso, principalmente, nas regiões do interior do Brasil. Feitos de madeira, os piões são rodados no chão através de um barbante que é enrolado e puxado com força. Muitas crianças pintam seus piões. Para deixar mais emocionante a brincadeira, muitos meninos fazem malabarismo com os piões enquanto eles rodam. O mais conhecido é pegar o pião com a palma da mão enquanto ele está rodando.
Principais danças folclóricas do Brasil:




Samba de Roda:

Estilo musical caracterizado por elementos da cultura afro-brasileira. Surgiu no estado da Bahia, no século XIX. É uma variante mais tradicional do samba. Os dançarinos dançam numa roda ao som de músicas acompanhadas por palmas e cantos. Chocalho, pandeiro, viola, atabaque e berimbau são os instrumentos musicais mais utilizados.
Maracatu

O maracatu é um ritmo musical com dança típico da região pernambucana. Reúne uma interessante mistura de elementos culturais afro-brasileiros, indígenas e europeus. Possui uma forte característica religiosa. Os dançarinos representam personagens históricos (duques, duquesas, embaixadores, rei e rainha). O cortejo é acompanhado por uma banda com instrumentos de percussão (tambores, caixas, taróis e ganzás).
Frevo

Este estilo pernambucano de carnaval é uma espécie de marchinha muito acelerada, que, ao contrário de outras músicas de carnaval, não possui letra, sendo simplesmente tocada por uma banda que segue os blocos carnavalescos enquanto os dançarinos se divertem dançando. Os dançarinos de frevo usam, geralmente, um pequeno guarda-chuva colorido como elemento coreográfico.
Baião

Ritmo musical, com dança, típico da região nordeste do Brasil. Os instrumentos usados nas músicas de baião são: triângulo, viola, acordeom e flauta doce. A dança ocorre em pares (homem e mulher) com movimentos parecidos com o do forró (dança com corpos colados). O grande representante do baião foi Luiz Gonzaga.
Catira

Também conhecida como cateretê, é uma dança caracterizada pelos passos, batidas de pés e palmas dos dançarinos. Ligada à cultura caipira, é típica da região interior dos estados de São Paulo, Paraná, Minas Gerais e Goiás e Mato Grosso. Os instrumento utilizado é a viola, tocada, geralmente, por um par de músicos.
Quadrilha

É uma dança típica da época de festa junina. Há um animador que vai anunciando frases e marcando os momentos da dança. Os dançarinos (casais), vestidos com roupas típicas da cultura caipira (camisas e vestidos xadrezes, chapéu de palha) vão fazendo uma coreografia especial. A dança é bem animada com muitos movimentos e coreografias. As músicas de festa junina mais conhecidas são: Capelinha de Melão, Pula Fogueira e Cai,Cai balão.




quinta-feira, 9 de agosto de 2012

        A alegria não chega apenas no encontro do achado, mas faz parte do processo da busca. E ensinar e aprender não pode dar-se fora da procura, fora da boniteza e da alegria.  Paulo Freire


AGOSTO   - MÊS DO FOLCLORE
   Aproveitando o mês de agosto podemos realizar projetos que envolvam as lendas por região brasileira,  Desenvolvi em sala de aula e achei bem  bacana o resultado. Fica a sugestão. 

Lendas mais comuns nas regiões do Brasil:
Região Norte
- O Boto
- Vitória-Régia
- Curupira ou Caipora
- Mapinguari
- Boitatá
- Saci-Pererê
- A Origem do Pirarucu
- A Origem do Peixe-Boi
- Capelobo
- Mula- Sem- Cabeça
- Lobisomen
- A Origem da Mandioca
- Onça Maneta
- Onça- Boi
- A origem da Lua
- A Origem do Guaraná
- Iara
- Cuca - A origem do Sol
- O Diabinho da garrafa
- Cobra -Honorato
- Matita Perêra
- Bicho Papão

Na Região Nordeste:
- Vaqueiro Misterioso
- Negro D’Água
- Cabra Cabriola
- Cuca
- O Diabinho da garrafa
- Quibungo
- Lobisomen
- Saci-Pererê
- Capelobo
- Mula- Sem- Cabeça
- Origem da Mandioca
- Caipora e Curupira
- Bicho- Papão
- Bicho-Homem
- Cabeça de Cuia

Na Região Centro-Oeste:
- Saci- Pererê
- Nedro-D’Água
- Caipora e Curupira
- Arranca-Línguas
- Onça maneta
- Cuca
- Lobisomem
- Bicho- Papão
- Diabinho da Garrafa
- Pai do Mato

Na Região Sudeste
- Onça maneta
- Cuca
- Lobisomem
- Bicho- Papão
- Procissão das almas
- Mão cabeluda
- Caipora e Curupira
- O Diabinho da garrafa
- Quibungo
- Saci-Pererê
- Mula- Sem- Cabeça

Na região Sul
- Cuca
- Lobisomem
- Bicho- Papão
- Saci-Pererê
- Mula- Sem- Cabeça
- O Diabinho da garrafa
- A Gralha Azul
- O Negrinho do Pastoreio
- Procissão das almas
- Mão cabeluda
- Caipora e Curupira
- João de Barro
- Pé de Garrafa


Bicho  Papão
       Dizem que o bicho papão é um monstro que persegue as crianças travessas.
       Tem gente que diz se tratar de uma espécie de cabra, metade cabra metade monstro, outros dizem que há vários tipos. Soltando fumaça pelas narinas, ataca crianças que andam sozinhas nas ruas desertas nas noites de sexta-feira.
       O Bicho papão aparece realmente para levar consigo as crianças desobedientes, que falam palavrões, mentem... ele não se interessa pelas crianças obedientes e educadas.
       Ele pode se esconder no quarto das crianças mal educadas, nos armários, nas gavetas, debaixo da cama para assustá-las ao anoitecer.
      Dizem também que há um tipo de bicho-papão que surge nas noites sem luar, com um saco na mão para pegar as crianças mentirosas e fazer sabão.
Para espantar o bicho papão da redondeza a criança deve ser obediente e educada e se por acaso fizer alguma traquinagem deve pedir desculpas, caso contrário pode receber uma visita indesejada.

O Véu da Noiva
O pai da índia Pingo d'Água chamou-a e para comunicar-lhe que estava prometida em casamento para Pucaerin, um bravo caçador. A jovem, assustada, disse a seu pai que não amava o valente índio, e sim Itaerê, e lhe suplicou que reconsiderasse a decisão. O velho índio, no entanto, disse que não haveria como, pois tal casamento seria conveniente à paz entre as tribos vizinhas. A bela índia, então, muito triste, disse que pediria forças a deusa Jaci para suportar tal encargo.
    Á noite, Pingo d'Água saiu a caminhar, pedindo a Tupã que a salvasse do triste destino.           Infelizmente, as preparações para o festejo prosseguiram, e Pingo d'Água ia ficando cada vez mais angustiada. pensava que seu amado Itaerê viria e ambos fugiriam. Mas ele não apareceu.          quando começou a celebração, o grande- chefe iniciou a cerimônia, ordenando que trouxessem a noiva. Houve demora, até que vieram avisar que ela não se encontrava na oca.      Imediatamente, os índios saíram para procurá-la. Todos desconfiavam que Itaerê a tinha raptado.
    Seguiram o rastro da moça até perto da cachoeira, de onde as águas caíam a grande altura. Pingo d'Água não mais apareceu. Dias depois, uma criança correu avisar a tribo que havia um corpo boiando próximo às rochas em que as águas da cachoeira despencavam. Era Pingo D’Água, a noiva que acabara morrendo pelo amor de outro homem. A cachoeira recebeu, então, o nome de "Véu da Noiva".




O  Arranca Línguas
     É uma lenda muito comum na região do Rio Araguaia (Região Centro-Oeste do Brasil), e por todo estado de Goiás. Muitas pessoas descrevem o Arranca Línguas como sendo um monstro de dez metros. Há quem diga que se parece com uma mistura de gorila com homem.
      Sua lenda diz que ele se alimenta de línguas dos animais e do homem, daí seu nome.Costuma atacar suas vítimas à noite, matando-as e retirando-lhes a língua para comer.





Boitatá
      O nome boitatá vem da língua indígena e quer dizer cobra de fogo.
      Durante o dia o Boitatá não enxerga nada, à noite ele enxerga tudo.
      Diz a lenda que certa noite a lua não apareceu, nem as estrelas no céu, a escuridão era total, era um breu. Passado algum tempo, o sol também não surgiu e ficou tudo na escuridão por vários dias. As pessoas que moravam nos vilarejos estavam passando fome e frio. Não havia como cortar lenha para os braseiros que mantinham as pessoas aquecidas, nem como caçar naquela escuridão. Pra piorar tudo, começou a chover sem parar.
     A chuva inundou tudo e muitos animais acabaram morrendo.
Uma cobra boiguaçu que dormia num imenso tronco acordou faminta e começou a comer os olhos de animais mortos que brilhavam boiando nas águas.
Alguns dizem que eles brilhavam devido a luz do último dia em que os animais viram o sol. De tanto olhos brilhantes que a cobra comeu, ela ficou toda brilhante como fogo e transparente.
    A cobra se transformou num monstro incandescente, o Boitatá. Dizem que o Boitatá assusta as pessoas quando essas viajam na mata à noite. Mas muitos acreditam que o Boitatá protege as matas contra incêndios. De qualquer forma se você encontrar um Boitatá, use óculos escuros ou feche os olhos e fique bem paradinho quase sem respirar.













O Diabinho da Garrafa

         O Diabinho da Garrafa também é conhecido como Famaliá, Cramulhão, Capeta da Garrafa, entre outros nomes, este ser é fruto de um pacto que as pessoas afirmam que se pode fazer com o diabo, este pacto consiste na maioria das vezes de uma troca, a pessoa pede riqueza em troca dá sua alma ao diabo. Depois de feito o pacto a pessoa tem que conseguir um ovo que dele nascerá um diabinho de 15 cm à aproximadamente 20 cm, mas não se trata de um simples ovo de galinha, e sim um ovo especial, fecundado pelo próprio diabo.

        O Diabinho da Garrafa tem as seguintes características: Nasce de um ovo (em algumas Regiões do Brasil acredita-se que ele pode nascer de uma galinha fecundada pelo diabo), em outras  Regiões acreditam que ele nasce de um ovo colocado não por galinha e sim por um galo, este ovo seria do tamanho de um ovo de codorna; para conseguir tal ovo, a pessoa deve procurá-lo durante o período da quaresma , e na primeira sexta feira após conseguir o ovo, a pessoa vai até uma encruzilhada , a meia noite ,com o ovo debaixo do braço esquerdo,após passar o horário retorna para casa e deita-se na cama.  No fim de 40 dias aproximadamente, o ovo é chocado e nascerá o diabinho; de posse do diabinho, a pessoa coloca-o logo na garrafa e fecha bem fechado, com o passar dos anos o diabinho enriquece o seu dono, e no final da vida leva a pessoa para o inferno.









sexta-feira, 20 de abril de 2012


Todo dia era dia de índio
Baby do Brasil
Curumim,chama Cunhatã
Que eu vou contar
Curumim,chama Cunhatã
Que eu vou contar
Todo dia era dia de índio
Todo dia era dia de índio
Curumim,Cunhatã
Cunhatã,Curumim
Antes que o homem aqui chegasse
Às Terras Brasileiras
Eram habitadas e amadas
Por mais de 3 milhões de índios
Proprietários felizes
Da Terra Brasilis
Pois todo dia era dia de índio
Todo dia era dia de índio
Mas agora eles só tem
O dia 19 de Abril
Mas agora eles só tem
O dia 19 de Abril
Amantes da natureza
Eles são incapazes
Com certeza
De maltratar uma fêmea
Ou de poluir o rio e o mar
Preservando o equilíbrio ecológico
Da terra,fauna e flora
Pois em sua glória,o índio
É o exemplo puro e perfeito
Próximo da harmonia
Da fraternidade e da alegria
Da alegria de viver!
Da alegria de viver!
E no entanto,hoje
O seu canto triste
É o lamento de uma raça que já foi muito feliz
Pois antigamente
Todo dia era dia de índio
Todo dia era dia de índio
Curumim,Cunhatã
Cunhatã,Curumim
Terêrê,oh yeah!
Terêreê,oh!

Aquarela do Brasil

Gal Costa

Brasil!
Meu Brasil brasileiro
Meu mulato inzoneiro
Vou cantar-te nos meus versos
O Brasil, samba que dá
Bamboleio, que faz gingar
O Brasil, do meu amor
Terra de Nosso Senhor
Brasil! Pra mim! Pra mim, pra mim
Ah! abre a cortina do passado
Tira a mãe preta do cerrado
Bota o rei congo no congado
Brasil! Pra mim!
Deixa cantar de novo o trovador
A merencória luz da lua
Toda canção do meu amor
Quero ver a sá dona caminhando
Pelos salões arrastando
O seu vestido rendado
Brasil! Pra mim, pra mim, pra mim!
Brasil!
Terra boa e gostosa
Da morena sestrosa
De olhar indiscreto
O Brasil, samba que dá
bamboleio que faz gingar
O Brasil, do meu amor
Terra de Nosso Senhor
Brasil! Pra mim, pra mim, pra mim
Oh esse coqueiro que dá coco
Onde eu amarro a minha rede
Nas noites claras de luar
Brasil! Pra mim
Ah! ouve estas fontes murmurantes
Aonde eu mato a minha sede
E onde a lua vem brincar
Ah! esse Brasil lindo e trigueiro
É o meu Brasil brasileiro
Terra de samba e pandeiro
Brasil! Pra mim, pra mim! Brasil!
Brasil! Pra mim, pra mim! Brasil!, Brasil!



INTERPRETAÇÃO DE TEXTO - O que fazer com a fábrica de mamona?

O que fazer com a fábrica de mamona?

Numa cidade do interior de São Paulo existe uma fábrica de óleo de mamona.
O óleo de mamona é muito usado como lubrificante.
A fábrica fica numa cidade pequena, de aproximadamente 8 mil habitantes, onde 2 mil desses trabalham de alguma forma com a mamona, seja na lavoura, na fábrica ou na comercialização.
Acontece que a fumaça que sai das chaminés dessa fábrica deixa o ar contaminado.
O único hospital da cidade não dá conta de atender as pessoas com problemas respiratórios e alérgicos que por lá aparecem diariamente.
O prefeito da cidade tem muitas dúvidas sobre o que fazer, pois se ele proibir a fábrica de funcionar, estará promovendo desempregos, mas se a fábrica continuar funcionando desse jeito, mais pessoas ficarão doentes.
O prefeito então, decidiu consultar os vereadores, que lhe apresentaram as seguintes sugestões:
1)Exigir que os donos das fábricas coloquem filtros nas chaminés e multa-los em caso de desobediência.
2)Exigir que a fábrica mude para uma área industrial a ser construída num bairro distante da área urbana da cidade.
3)Construir mais hospitais para atender os doentes com problemas respiratórios.
4)Exigir que a fábrica diminua a produção, diminuindo assim, a poluição na cidade.
5)Exigir que toda a população use máscaras contra a poluição.


Interpretação

1- Que problema ambiental o texto de refere?
2- Por que o prefeito tinha dúvidas sobre o que fazer com a situação
3- Que doenças esse problema ambiental estava causando na população da cidade
4- No que a mamona é transformada na fábrica?
5- Das sugestões dadas pelos vereadores, qual você acha que deve ser aprovada pelo prefeito? Justifique sua resposta.


   Retirado do blog da Profª Kátia Morato 
                                           O índio que queria ser branco






     Kunumí-Ivãté é um índio guarani de 15 anos, 1,65 de altura, olhos muito escuros e um cabelo tão preto que chega a brilhar com a luz do sol. Kunumí pertence aos caiuás, uma das três tribos da nação guarani, vive na região de Dourados, lá no interior do Mato Grosso do Sul. Ele não tem um nome qualquer, Kunumí-Ivãté significa MENINO-NAÇÃO.
       Até pouco tempo atrás Kunumí-Ivãté significava nada. Para os outros sessenta e três índios de sua aldeia e para todos os outros brancos da região, era só Alberto Vilhalva de Almeida. Um jovem que como tantos outros, trocou sua gente pelo feitiço da cidade: Comprou um relógio digital no contrabando, usou calças jeans e sonhou ter um Monza zerinho. Um índio que queria ser branco.
       A cidade, sua magia, suas cores, sua gente atraíram Kunumí. Por um momento imaginou ter encontrado seu verdadeiro caminho. Foram três anos de ilusão que foi acabando quando ele conheceu a realidade da cidade. Quando viu outros índios, iguaizinhos a ele, mendigando pelas ruas, humilhados e tratados como “cachorros vadios”.
      Um bugre. Para os brancos, Kunumí era só um bugre. Um índio que deixou de ser índio e nunca chegou a ser branco. Que morava na cidade e trabalhava na roça.
      __ Descobri que branco é egoísta. Quer comprar tudo: terras, rios, passarinhos. Não sabe que antes do branco, antes do dinheiro, já tinha mundo, já tinha índio.
          Kunumí sentiu na pele o preconceito, a exploração. Não gostou dos bailes dos jovens brancos, das luzes e dos sons eletrônicos dos fliperamas. Sentiu saudade da sua gente, da sua língua, das suas festas. Do prazer da caça, do peixe fisgado nas águas da sua infância. Do cheiro do mato. E o MENINO voltou à sua NAÇÃO, com um orgulho: ser caiuá. Mesmo vestindo roupa de branco, misturando a língua guarani com o português e o castelhano abandonou de vez o sonho do Monza zerinho.
                                                                                                           João Batista Olivi.





Atividades:

1)Reescreva as frases substituindo as palavras sublinhadas por sinônimos do texto:

a) O encanto da cidade atraiu Kunumí-Ivãté.
b) Kunumí ficou triste quando viu outros índios esmolando pelas ruas, oprimidos.
c) O índio sentiu na pele a ganância e viu que, para os brancos, ele só era considerado um silvícola.
d) Kunumí sentiu saudade de seu povo e do peixe pescado nas águas da sua infância.

3) Qual o nome do texto que você leu?
4) Quem era Kunumí-Ivãté?
5) A que tribo Kunumí-Ivãté pertence?
6) Qual o nome de Kunumí-Ivãté entre os brancos?
7) Por que Kunumí-Ivãté ficou triste e resolveu voltar para sua gente depois de três anos?
8) Do que mais o índio sentiu saudades?

9) Copie do texto:
a) O que Kunumí-Ivãté descobriu:
b) O que é um bugre para os brancos:
c) O que era a cidade para os índios:


10) Copie e assinale as respostas corretas:

a) Jovem, ele trocou sua gente pelo feitiço da cidade:

( ) Foi pescar com os amigos.
( ) Comprou um relógio no contrabando.
( ) Usou calça jeans.

b) Ele encontrou na cidade:

( ) Índios humilhados.
( ) Índios felizes.
( ) Índios mendigando.
( ) Índios ricos.

c) O menino voltou à sua Nação vestindo roupa de branco, porém:

( ) Com tristeza de ser índio.
( ) Com orgulho de ser índio.
( ) com orgulho de ser branco.